sexta-feira, 20 de maio de 2011

RODOVIÁRIOS DE SÃO PAULO LUTARAM E CONSEGUIRAM, RODOVIÁRIOS VAMOS PERMANECER UNIDOS.

RODOVIÁRIOS DE SÃO PAULO LUTARAM E CONSEGUIRAM, RODOVIÁRIOS VAMOS PERMANECER UNIDOS.
Acabou por volta das 17 horas desta quarta-feira, dia 18 de maio de 2011, a Assembléia Geral de motoristas, cobradores e demais funcionários do sistema de transportes públicos municipais por ônibus da Capital Paulista. A possibilidade de greve foi afastada completamente.
A categoria aceitou a contra-proposta dos empresários de ônibus, firmada na noite desta terça-feira, após protestos de motoristas, cobradores e funcionários do setor de manutenção, das 32 garagens de ônibus que prestam serviços na Capital com mais de 8 mil veículos.
O diretor do Sindmotoristas, Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, Nailton Francisco de Souza, conversou com a reportagem de Adamo Bazani, do Blog Ponto de Ônibus, e disse que o acordo com o SP Urbanuss (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo) foi além das expectativas.
“As negociações foram intensas. Inicialmente, de forma oficial, as empresas só ofereciam 5,5% de reajuste salarial, o que não cobria as perdas inflacionárias de 7,3% calculadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicas). Depois houve outras propostas não oficiais até que na noite de ontem chegamos a um acordo que satisfaz o trabalhador. Isso interfere no fato de o motorista e cobrador ser valorizado e auxilia a população, pois além de não haver greve, os funcionários trabalham mais motivados e atendem melhor o passageiro” – disse Nailton Francisco de Souza. As empresas de ônibus ofereceram 8% de reajustes de salários. Com isso, os rendimentos para motoristas e cobradores de ônibus da Capital vão para:
MOTORISTA DE ÔNIBUS:A remuneração da hora trabalhada passou de R$ 7,39 para R$ 7,98. Por mês, os salários dos motoristas da Capital passam para: R$ 1676,00 para meses de 30 dias R$ 1731,00 para meses de 31 dias R$ 1815,00 para meses cujo motorista trabalhou em um dia de feriado.
COBRADOR DE ÔNIBUS:
A hora trabalhada que era remunerada em R$ 4,27 passou para R$ 4,71
Sendo assim, por mês, um cobrador de ônibus da Capital Paulista ganha:
R$ 978,00 por 30 dias
R$ 1.049,14 em 31 dias
R$ 1,072,00 para meses cujo trabalhador atuou em um dia de feriado.
VALE REFEIÇÃO:
O Vale Refeição passou de R$ 11,00 para R$ 13,00. Inicialmente, segundo o Sindmotoristas, as empresas de ônibus ofereceriam aumento para R$ 11,60
MOTORISTAS SEM COBRADOR E DE ARTICULADOS:
Foi acertado também entre sindicato dos trabalhadores e empresas de ônibus que o motorista que dirija veículos articulados, biarticulados ou qualquer tipo de ônibus sem cobrador ganhará R$ 250,00 a mais nos salários. Com isso, a hora trabalhada por estes profissionais sobe para R$ 9,17.
PLANO DE CARREIRA:
Nailton informou à reportagem que foi decidido também o estabelecimento de um plano de carreira para os setores de manutenção.
Assim, além da oficialização das nomenclaturas que não tinham piso salarial,como fibreiro e borracheiro, quem atua como mecânico, eletricista e pintor, pro exemplo, pode chegar ao cargo e salário de funileiro que é o maior do setor de reparo e conservação dos ônibus.
Com o aumento, um funileiro ganhará:
R$ 1853,28 por 30 dias trabalhados
R$ 1915,00 por 31 dias trabalhados
R$ 2007,00 em mês com 1 feriado trabalhado.
MULTAS:
De acordo com Nailton Franscisco de Souza, a próxima luta dos funcionários é contra o que considerada morosidade da SPtrans em negociar as multas aplicadas por técnicos do órgão contra motoristas.

“Essas multas precisam ser negociadas. Muitas delas são multas de trânsito. Existe a CET e a Polícia para aplicar essas infrações. Mas quando a SPTrans aplica, o valor pode ser até 3 vezes maior. Se o trabalhador passou o farol vermelho, falou ao celular, etc, deve ser penalizado sim, mas de maneira justa. Os valores cobrados pela SPTrans apertam muito o valor dos salários” – disse Nailton.
Uma reunião entre Sindmotoristas foi marcada para o dia 24 de maio de 2011, sendo cancelada. O encontro deve ser marcado para os próximos dias. Se não houver acordo, o sindicato prevê manifestações em terminais de ônibus da Capital Paulista a partir de julho

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Fique atentos.


Os trabalhadores das empresas de ônibus urbano de São Paulo decidiram nesta quarta-feira (18) aceitar a proposta do setor patronal e afastaram a possibilidade de novas manifestações ou de greve na categoria. A decisão foi tomada em assembleia com cerca de 2.000 motoristas, cobradores e trabalhadores do setor de manutenção, um dia depois da paralisação das atividades.
A categoria reivindica desde março a correção salarial da inflação entre os meses de maio de 2010 e abril deste ano, a partir de cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Isso levaria a um reajuste de aproximadamente 8%, mas o setor patronal havia proposto 5,5%. O impasse levou à paralisação de ontem, que começou por volta do meio-dia, se estendeu até a noite e suspendeu os trabalhos em pelo menos 32 garagens de ônibus em São Paulo.
Conforme o Sindicato dos Motoristas, aproximadamente 2.000 ônibus --ou um quarto da frota -- não voltaram a circular no horário de pico da tarde. Eles calculam que cerca de 1,5 milhão de passageiros tenham sido afetados. Já a SPTrans afirmou que 1.200 carros não operaram e que nenhum usuário foi afetado, uma vez que todas as linhas estavam funcionando, apenas com intervalos maiores entre um veículo e outro.
De acordo com um dos diretores do sindicato, Naílton Francisco de Souza, a categoria aceitou a proposta de reajuste de 8% nos salários, além de 18% no vale refeição, que passará de R$ 11 para R$ 13. Também foram propostos e aceitos a implantação do plano de cargos e salários para os trabalhadores do setor de manutenção, o reconhecimento do adicional de insalubridade para os motoristas (que será pago a partir de 1º de fevereiro de 2012) e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de R$ 550 para todos os funcionários). Além disso, o motorista de biarticulado que trabalhar sem o cobrador receberá um adicional de R$ 250 no salário.
“Ficou pendente apenas a questão das multas Resan, aquelas que a SPTrans recebe, mas repassa aos funcionários. Se até o final deste mês não tivermos uma resposta definitiva sobre isso, em junho faremos uma série de manifestações na cidade”, disse Souza.
O sindicato representa atualmente cerca de 40 mil trabalhadores do trasporte urbano de ônibus. A última grande greve foi na gestão da então prefeita Luíza Erundina, na década de 1990, quando houve duas paralisações: uma de nove e outras de seis dias.
* Com informações da Agência Estado


A ARTUMIEB ASSOCIAÇÃO DOS RODOVIÁRIOS CONVIDA A TODA CATEGORIA  PARA PARTICIPAREM DO SEPULTAMENTO SIMBÓLICO DO SALÁRIO DOS RODOVIÁRIOS E DE TODOS OS LIDERES DO SINDICATO DOS RODOVIÁRIOS DE SALVADOR..